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Zimler tem um fulgor de génio que todos os romancistas ambicionam mas poucos alcançam.
Zimler tem um fulgor de génio que todos os romancistas ambicionam mas poucos alcançam.
Benjamin Zarco e o seu primo Shelly foram os únicos membros da família a escapar ao Holocausto. Cada um à sua maneira, ambos carregam o fardo de ter sobrevivido a todos os outros. Benjamin recusa-se a falar do passado, procurando as respostas na cabala, que estuda com avidez, em busca daquilo a que chama os fios invisíveis que tudo ligam. E Shelly refugia-se numa hipersexualidade, seu único subterfúgio para calar os fantasmas que o atormentam.
Construído como um mosaico e dividido em seis peças, Os dez espelhos de Benjamin Zarco entretecem-se entre 1944, com a história de Ewa Armbruster, professora de piano cristã que arrisca a vida para esconder Benni em sua casa, e 2018, com o testemunho do filho de Benjamin acerca do manuscrito de Berequias Zarco, herança do pai, talvez a chave para compreender a razão por que Benjamin e Shelly se salvaram e o vínculo único que os une.
Um romance profundamente comovente e redentor, com personagens inesquecíveis. Uma ode à solidariedade, ao heroísmo e ao tipo de amor capaz de ultrapassar todas as barreiras, temporais e geográficas. Mais »
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Booktrailer para “O Evangelho Segundo Lázaro”
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Video que gravei para promover Portugal no estrangeiro
Atravessou o Atlântico de avião, aterrou em Roma e apanhou um autocarro que o deixou em Assis. Foi a primeira vez que Richard Zimler, então com 21 anos (tem 63), saiu dos EUA e visitou a Europa. A viagem, conta o escritor, havia de lhe mudar a vida. Não estreava apenas um país e um continente, estreava toda uma nova forma de ver o mundo, recorda. “Quando cheguei àquela cidade pequena, que ainda era medieval, foi uma surpresa. Pensei: a minha vida não tem de ser tão limitada, posso viver aqui, aprender italiano… De repente, o mundo tinha horizontes muito maiores….”
Falo deste novo livro numa excelente entrevista numa excelente revista brasileira, a Revista Pessoa: https://www.revistapessoa.com/artigo/2561/o-bem-e-o-mal-o-sublime-e-o-cruel-a-traicao-e-o-sacrificio-no-novo-romance-de-richard-zimler Agradecia que divulgasse.
No dia 11 de fevereiro, os alunos que participaram na fase municipal do Concurso Nacional de Leitura leram excertos das minhas obras e também dramatizaram os personagens. Os livros meus escolhidos pelos organizadores eram os seguintes: “Hugo e eu e as mangas de Marte” (1.º ciclo); “O cão que comia a chuva” (2.º ciclo); “Ilha Teresa” (3º ciclo) e “Os Anagramas de Varsóvia” (Secundário).
Fiz parte do júri e várias interpretações comoveram-me bastante. Os alunos evidenciaram muito talento.
Para saber mais, visite: https://labor.pt/home/2019/02/14/alunos-deram-voza-livros-de-richard-zimler/
Eis o link à crítica excelente do meu novo livro no Público: https://www.publico.pt/2019/01/11/culturaipsilon/critica/prece-perdao-1857042